"As nossas tragédias são sempre de uma profunda banalidade para os outros."
Oscar Wilde
segunda-feira, 13 de março de 2017
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
Estado Comatoso
Sendo legitimo e justo que a contratação de professores tenha sido o tema central nas últimas semanas, esta ofuscou a anestesia geral que se vive na classe docente. A enxurrada legislativa produzida nos últimos anos que piorou e degradou as condições profissionais, parece ter sido assimilada e integrada normalmente no quotidiano, sem réstia visivel de qualquer reação indignada.
Tanto a nível do orçamento governamental, a curto e médio prazo, como na agenda sectorial do PS, não existe nenhuma referência positiva à carreira profissional do trabalhador público. Neste contexto, independentemente do partido do ‘arco do poder’ que governar nos próximos anos, pode inferir-se que:
- a progressão na carreira continuará suspensa ad eternum
- os salários serão cortados ad eternum ou definitivamente reduzidos
- está ativado o mecanismo de utilizar a mobilidade especial na classe docente a partir de 2015
- em muitas escolas continuará a colocar-se na componente não letiva trabalho letivo, recorrendo à ambiguidade da legislação que confere discricionariedade à direção, e comprometendo a contratação de novos professores nos anos vindouros
- milhares de professores continuarão ‘congelados’ no mesmo escalão por mais tempo, situação que já se prolonga há 8 ou mais anos, com consequências nefastas a longo prazo, nomeadamente no cálculo do valor da pensão de reforma (caso hipoteticamente ainda exista…)
- a degradação sócio-económica na classe docente tornou-se regular e incremental, com perspetivas de se agravar, caso a municipalização das escolas se faça nos moldes desejados pelo governo
- as alterações legislativas de reformulação dos escalões remuneratórios resultaram em situações injustamente absurdas, de despromoção injustificada, ocorrendo casos de docentes que com 6 anos de diferença de idade, pode estar colocado o mais velho no 8º escalão e o ‘mais novo’ no 4º escalão…
- a indiferença e a ‘sobrevivência do mais apto’ serão o modus vivendi que insidiosamente irá dominando o ambiente escolar, incentivado por politicas de gestão
- respira-se mais frequentemente a hostilidade contra o serviço público, promovendo mais conflitualidade, mais desmotivação, mais desesperança…
- reduzir a profissão ao objetivo principal de manter um salário, mesmo que reduzido, e com isso obter uma satisfação submissa a toda e qualquer indignidade hierárquica, parecerá ser o mote quotidiano dos mais novos com a adesão dos mais velhos…
- não existe nenhuma proposta politica de melhoria do estatuto social docente
- a manipulação psico-emocional dos agentes educativos será mais frequente, sendo-se ‘preso por ter cão e preso por não ter’, levando a uma forma subreptícia de assédio moral para promover a desistência.
"A Educação do Meu Umbigo"
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Conceito de Empresa e Sociedades Comerciais
https://www.google.pt/search?q=conceito+de+empresa&rlz=1C1CHMO_pt-ptPT479PT479&oq=conceito+de+empresa&aqs=chrome..69i57j0l5.7855j0j7&sourceid=chrome&espv=210&es_sm=93&ie=UTF-8
https://www.google.pt/search?q=conceito+de+empresa&rlz=1C1CHMO_pt-ptPT479PT479&oq=conceito+de+empresa&aqs=chrome..69i57j0l5.7855j0j7&sourceid=chrome&espv=210&es_sm=93&ie=UTF-8
Deco alerta que ZON não pode penalizar quem denunciar
contrato
Sandra Henriques
10 Out, 2013, 10:04 / atualizado em 10 Out, 2013, 14:19
A Deco - Associação Portuguesa
para a Defesa do Consumidor alerta que a ZON não pode penalizar os clientes que
tiverem denunciado o contrato por causa da alteração das condições gerais do
documento. Caso contrário, a empresa “terá induzido os clientes em erro, o que
representa uma prática comercial desleal por ação enganosa”.
“A ZON na fatura de setembro
comunicou aos seus clientes que iriam entrar em vigor novas condições gerais a
partir de 1 de novembro e que o consumidor poderia denunciar sem qualquer penalidade.
O problema coloca-se no facto de os consumidores nos terem informado que em
contacto com a ZON terem sido informados por parte da empresa que poderá vir a
aplicar uma cobrança relativa ao período de fidelização”, explica Ana Sofia
Ferreira, da Deco, à Antena1.
A responsável da associação de
defesa do consumidor revela que “da nossa análise à lei e à comunicação da
operadora concluímos que a ZON não pode exigir valores de penalização a quem
quiser deixar de ser cliente, desde logo porque a mensagem enviada aos clientes
na fatura de setembro indica claramente a possibilidade de denunciar o contrato
sem penalidades até 15 de outubro”.
“Se na prática a ZON vier a
contrariar esta informação então terá induzido os clientes em erro, o que
representa uma prática comercial desleal por ação enganosa”, remata.
Entretanto, a Deco já fez seguir
uma queixa para a ANACOM. Contactada pela Antena1, fonte da ZON afirma que há
exceções à situação em que não há qualquer penalização pela denúncia do
contrato e invoca o disposto nos pontos 6 e 7 do Artigo 48.º da Lei das
Comunicações Eletrónicas.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
"A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação, exige permanente busca. Busca permanente que só existe no ato responsável de quem a faz. Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrário, luta por ela precisamente porque não a tem. Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas libertam-se em comunhão."
Paulo Freire
Verdades da Profissão de Professor
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para os seus filhos, poucos pais desejam que os seus filhos sejam professores. Isso mostra-nos o reconhecimento de que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, no entanto, permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
Os pais, alunos e a sociedade, devem repensar os seus papéis e atitudes, pois com elas demonstra-se o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem a sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
Paulo Freire
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Formação Profissional
Nuno Crato diz que o país precisa de mais formação profissional
Lusa / EDUCARE | 2012-12-14
O ministro da Educação e Ciência afirmou hoje que o país precisa de mais jovens com formação profissional para dar resposta ao mercado de trabalho, no encontro do projeto-piloto do ensino vocacional, na Marinha Grande.
Nuno Crato salientou que o "país não precisa só de licenciados" e que é "importante que haja pessoas que tenham formações profissionais de outro tipo, como técnicos de informática, marceneiros ou auxiliares de enfermagem".
O governante acrescentou que existem "tantas profissões que são necessárias neste mundo e para as quais não se encontra mão de obra". Por outro lado, existem jovens "que querem emprego e não têm", realçando estar preocupado com o desemprego jovem.
"É uma calamidade completamente absurda, quando encontramos empresas que dizem que precisam de trabalhadores especializados e que não os encontram e, ao mesmo tempo, temos jovens que não conseguem encontrar emprego. É nossa responsabilidade conjunta, de professores, Ministério e empresas, fornecer vias que permitam aos jovens terem saídas profissionais", acrescentou Nuno Crato.
O ministro lamentou que exista um "preconceito intelectual, entre algumas pessoas," que, garante, "tem de acabar" dado que "todas as profissões são dignas".
Para isso, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) tem "ofertas diversificadas": "Não queremos que os jovens, logo muito cedo, escolham a via que querem seguir. Queremos que possam mudar de via ao longo da escolaridade. Mas queremos que haja uma via profissionalizante que também seja oferecida."
Fonte:http://www.educare.pt/educare/Atualidade.Noticia.aspx contentid=CC5DF95A9E7B2167E0400A0AB8005707&opsel=1&channelid=0
Fonte:http://www.educare.pt/educare/Atualidade.Noticia.aspx contentid=CC5DF95A9E7B2167E0400A0AB8005707&opsel=1&channelid=0
domingo, 9 de dezembro de 2012
Selo do Carro: consumidores surpreendidos com cobranças
No último mês, o Ministério das Finanças emitiu mais de 200 mil notificações para pagamento do Imposto Único de Circulação (IUC). Saiba como evitar problemas futuros.
Fonte: http://www.deco.proteste.pt/dinheiro/impostos/noticia/selo-do-carro-consumidores-surpreendidos-com-cobrancas
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Dia Mundial da Poupança - 31 de outubro
"Nas compras do dia-a-dia, o consumidor deve fazer uma lista de compras dos bens que necessita antes de sair de casa. Deve ir com tempo livre para fazer as compras, de forma a conseguir comparar os preços. Atenção que os preços mais baixos não estão na direção dos olhos", salientou à agência Lusa Fernanda Santos, coordenadora da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO).
De acordo com a responsável, "os produtos mais baratos não são de má qualidade" e é possível "poupar 800 euros se se optar por marcas próprias" da distribuição.
Aproveitar as promoções e os produtos de época e da região são outros dos conselhos que Fernanda Santos deixa aos consumidores, no Dia Mundial da Poupança, que é hoje assinalado.
"Quando se tem uma alimentação saudável, não é necessário pagar mais por alimentos enriquecidos", alertou.
A especialista lembrou que quem levar as refeições para o trabalho, tomando o pequeno-almoço em casa, poderá poupar sensivelmente 100 euros por mês.
"É preciso que as pessoas se habituem a cozinhar mais em casa, até porque a subida do IVA torna mais caras as refeições fora", realçou, acrescentando que também é recomendado "um melhor aproveitamento das sobras alimentares".
Em casa, a poupança de energia, água e gás, a par das telecomunicações, podem render muitos euros no final do mês, lembrou.
Já deixar de fumar (um maço por dia) pode equivaler a uma poupança de 120 euros por mês.
Utilizar mais os transportes públicos e andar a pé, em vez de depender em demasia do veículo próprio, também permite poupar, ainda mais numa altura em que os preços dos combustíveis estão muito elevados, sem esquecer os custos com as portagens e o estacionamento.
"Os pequenos gestos trazem uma poupança significativa", concluiu.
Ler mais: http://visao.sapo.pt/conselhos-da-deco-para-poupar-no-dia-a-dia=f694093#ixzz2AtGjpXw0
sábado, 22 de setembro de 2012
QUINTA-FEIRA, 6 DE SETEMBRO DE 2012
Cyberbullying em Estudo da DECO / PROTESTE
Na sua edição nº 338, de Setembro de 2012, a revistaProteste publica um artigo “Bullying – Tolerância Zero”, relativo a um estudo que levado a efeito com o objetivo de “caraterizar o bullying na escola (através de adultos, sobre a experiência no passado) e nos contextos de trabalho (mobbing) e internet (cyberbullying). O questionário foi enviado a Novembro de 2011 “a uma amostra representativa da população portuguesa, entre os 18 e os 64 anos” dos quais se obtiveram 1240 questionários válidos.
Relativamente ao cyberbullying, o artigo fornece alguns números e informações interessantes. Segundo o estudo da DECO/Proteste, “nos últimos 12 meses, os números variam entre 5 a 10 por cento.”
Relativamente à forma de que se reveste o cyberbullying, o artigo acrescenta que, “regra geral, a estratégia dos agressores é escrever frases replicadas em redes sociais (…) ou mensagens de remetentes desconhecidos, com a intenção de intimidar o ‘alvo’, e provocam medo, preocupação e desconforto”.
Sobre a forma como as vítimas tentam enfrentar o cyberbullying, o artigo refere, que “bloquear o ‘provocador’ da conta de e-mail, do blog ou do sítio na Net é a medida mais recorrente (39%)”, acrescentando que “também há quem não faça nada (21%), informe a polícia (10%), mude a palavra-chave ou endereço de e-mail (9%) ou deixe de visitar o sítio na Net ou o blog (só 1 por cento)”.
À semelhança do que é indicado por outros estudos, por vezes, os agressores também já foram vítimas. “Alguns inquiridos reconheceram ter enviado mensagens para enfurecer ou gozar com alguém ou escrever um ‘post’ no Facebook ou outras redes com esse objetivo.” O artigo acrescenta ainda que “cerca de 43% baseiam esta atitude no facto de não gostarem de fornecer dados completos na Net e 17% por puro divertimento.” A concluir, o artigo refere que “quase 9% referem não ter pensado nas consequências destas atitudes, explicando o comportamento com base no puro divertimento (17%), por imitação (7%) ou por ciúmes (8 por cento).”
No artigo “Bullying, Cyberbullying e Mobbing” abordo outros resultados deste inquérito que atestam a importância de estudantes, pais e encarregados de educação, educadores e professores e restante comunidade educativa participarem, preenchendo ou divulgando o inquérito que o Projecto MiudosSegurosNa.Net se encontra a promover: “Como as Escolas Lidam Com o Bullying, Cyberbullying e Outros Comportamentos Anti-Sociais”.
Agradeço-lhe desde já a sua colaboração, divulgando ou preenchendo este inquérito destinado a saber como as escolas obtêm, registam e gerem queixas de alunos, pais, professores e pessoal escolar, relativamente ao bullying,cyberbullying e outros comportamentos anti-sociais.
terça-feira, 26 de junho de 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
A educação aos olhos de Daniel Oliveira
O que é que isso interessa? Não sai no exame.
Num país com baixos índices de escolarização e altos níveis de iliteracia, os pais tendem a confundir a preparação, a cultura e o conhecimento dos seus filhos com as notas que eles têm em exames. Este "conhecidómetro" instantâneo transformou-se no alfa e no ómega do nosso sistema educativo. Pouco interessa o que realmente se aprende na escola e qual a utilidade do que se aprende para o desenvolvimento intelectual, cultural, técnico e emocional (desculpem, "emocional" não, que é "eduquês") da criança (desculpem, "criança" não, que é "piegas") e do adolescente. A escola tem apenas uma função: preparar para os examesA.
Um pai um pouco mais exigente, que tente acompanhar os estudos do seu filho, depara-se sempre com a mesma avassaladora e pragmática resposta: "pai, isso não me interessa, não sai no teste"; "mãe, não é assim que está no livro". A nossa escola promove duas coisas: a completa ausência de sentido crítico e a capacidade dememorização. Não desprezo a segunda, muitíssimo longe disso. Mas, se não me levarem a mal, não chega.
Na escola portuguesa também se despreza cada vez mais a capacidade de desenvolver projetos, em grupo ou individualmente, promove-se pouco o desejo de ir mais longe do que é debitado nas aulas e dá-se muito pouco valor à expressão oral. Depois de centenas de exames, um aluno com excelentes notas pode acabar a escola sem saber desenvolver oralmente uma ideia e sem conseguir argumentar num debate. Porque o essencial da avaliação é feita através de provas escritas, sem consulta, e iguais para todos.
Compreende-se esta opção: é aquela que melhor serve o raciocínio do burocrata. E para o burocrata a exigência não se mede por o gosto por aprender (ui, o que eu fui escrever!) e pelo desenvolvimento de capacidades que são forçosamente diferentes, de pessoa para pessoa. O burocrata abomina, pela sua natureza, as variações que lhe estragam os gráficos.
Os testes e exames não servem para avaliar o que se aprendeu nas aulas e fora delas, as aulas é que servem para os alunos se prepararem para os testes e exames. E avaliados de uma forma que, com raríssimas exceções, nunca mais vão voltar a experimentar na sua vida. Nunca mais, em toda a minha vida, me tive de sentar numa secretária e despejar por escrito o que, como a esmagadora maioria dos alunos, tinha decorado uns dias antes.
O ministro Nuno Crato passa por um reformador. Porque alguém meteu na cabeça das pessoas que há uma qualquer relação entre a "escola moderna" (um movimento pedagógico considerado libertário) e as práticas e teorias em vigor nas escolas públicas e no Ministério da Educação. Na realidade, a escola sonhada por Nuno Crato é muito próxima da escola que realmente temos. Ele apenas decidiu agravar todos os seus vícios: a "examinite" aguda, o domínio absoluto do que a gíria estudantil chama de "encornanço" e o predomínio burocrático da avaliação como princípio e fim das funções do ensino. Lamentavelmente, como poderemos ver comparando o nosso sistema educativo com os melhores da Europa - o finlandês, por exemplo, que tem os melhores resultados no mundo apenas tem, que eu saiba, um exame no fim do ensino secundário -, este sistema não prepara profissionais competentes, pessoas interessadas e cidadãos conscientes. Este sistema burocrático, pensado por burocratas, apenas forma excelentes burocratas.
Nuno Crato já tinha criado os exames no final do 2º ciclo e, absoluta originalidade em toda a Europa, no final do 1º ciclo. Promete agora a introdução de mais exames nacionais, no final de cada ciclo, em mais disciplinas. Não tenho a menor dúvida que a medida é popular. Popular entre muitos pais, que podem ver as capacidades dos seus filhos traduzidas em números, sem terem de acompanhar o que eles realmente sabem. Popular entre muitos professores com menos imaginação que têm assim metas bem definidas, sem a maçada de trabalhar com a singularidade de cada aluno.
A escola, como uma fábrica de salsichas, é o sonho do ministro contabilista, do professor sem vocação e do pai sem paciência. Não vale a pena é enganar as pessoas: não se traduz em qualquer tipo de "exigência" (uma palavra com poderes mágicos, capaz de, só por ser dita, transformar a EB 2 3 de Alguidares de Baixo no Winchester College) nem em mais qualificação profissional e humana dos jovens portugueses. Os países que conseguiram dar à Escola Pública essa capacidade seguiram o caminho oposto. Aquele que Nuno Crato abomina.
O meu site de apoio
Criei um site de apoio a este Blog intitulado Site da Alice. Nele podem encontrar fotos de trabalhos meus (e dos meus alunos) e ficheiros de apoio, como este:
terça-feira, 29 de maio de 2012
Indisciplina nas Escolas
A indisciplina na
sala de aula não é um assunto fácil de abordar. Há casos que ultrapassaram os
muros das escolas, tornados públicos e comentados até à exaustão. A comunidade
escolar sabe que o tema é delicado. Há mais casos ou menos tolerância para a má
educação dentro das escolas? Como lidar com o assunto? O que fazer para que as
faltas de respeito não se tornem numa rotina? Os exemplos são importantes, as
relações interpessoais devem merecer toda a atenção e o desenvolvimento de
competências de autocontrolo e autorregulação na infância pode fazer toda a
diferença.
Para Maria José Araújo, docente e investigadora da Escola Superior de Educação do Porto, é preciso alguma atenção a abordar ao tema da indisciplina em contexto escolar. "Temos de ter cuidado para não remeter a discussão desta problemática para o contexto da escola pública e, nesta, para o Ensino Básico, achando que a escola pública é o 'armazém' de todas as desgraças socais". Na sua opinião, os casos mais difíceis de resolução não se podem generalizar sob pena de se ser injusto com alunos e professores. "Frequentemente a dificuldade de discutir a questão da disciplina e/ou falta dela na escola é porque se misturam coisas de âmbitos muito diferentes. Misturam-se aspetos legais, sociais, morais, éticos, etc.", aponta. A escola, pública ou privada, é o local onde crianças e jovens passam grande parte do seu tempo e é olhada como uma instituição que deve promover a participação e a justiça. E há uma pergunta que, segundo a investigadora, deve ser feita. "A questão que se coloca e como é que os estudantes podem participar ativamente nos processos que lhe dizem respeito?" "Se os alunos não se sentem parte da escola não a respeitam e compete aos professores mostrar o que é o respeito. "Que esforço temos nós, professores, de fazer para ajudar os estudantes a compreender que a escola é, também, deles? Esta é uma questão central."
fonte: Educare
|
| Professores questionam avaliação de Novas Oportunidades |
| Lusa / EDUCARE |
| O Sindicato dos Professores do
Norte desconfia das intenções do Governo ao não esperar pelo estudo de Roberto
Carneiro sobre as Novas Oportunidades, optando por dar relevo um outro estudo
que liga o programa à empregabilidade. Fonte: http://www.educare.pt/educare/Educare.aspx |
segunda-feira, 12 de março de 2012
Mural de da Vinci
Pesquisadores podem ter encontrado mural de da Vinci perdido há 500 anos
Cientistas e pesquisadores da área de artes afirmaram nesta segunda-feira que um afresco do mestre renascentista Leonardo da Vinci perdido há cinco séculos talvez ainda exista por trás de uma parede da prefeitura de Florença, na Itália.
O responsável pela descoberta é um projeto de alta tecnologia que usa minúsculas sondas de vídeo. "Com historiadores da arte e cientistas combinando evidência histórica e tecnologia, essa equipe de pesquisa solucionou um mistério de mais de 500 anos", afirmou Terry Garcia, vice-presidente da National Geographic Society, dos Estados Unidos, que financiou a pesquisa.
O projeto para encontrar o que ficou conhecido como o "Leonardo Perdido" é polêmico, em parte porque os pesquisadores tiveram de abrir diversos orifícios em uma obra existente e porque nem todos concordam que o afresco de Leonardo ainda esteja ali.
No início do século 16, os líderes de Florença encomendaram a Leonardo, então no auge da carreira, um enorme afresco celebrando a vitória da República de Florença sobre a milanesa em uma batalha ocorrida nas planícies de Anghiari em 29 de junho de 1440. Leonardo, que considerava a guerra uma "loucura bestial", retratou um grupo de cavalos e cavaleiros em uma luta furiosa.
O responsável pela descoberta é um projeto de alta tecnologia que usa minúsculas sondas de vídeo. "Com historiadores da arte e cientistas combinando evidência histórica e tecnologia, essa equipe de pesquisa solucionou um mistério de mais de 500 anos", afirmou Terry Garcia, vice-presidente da National Geographic Society, dos Estados Unidos, que financiou a pesquisa.
O projeto para encontrar o que ficou conhecido como o "Leonardo Perdido" é polêmico, em parte porque os pesquisadores tiveram de abrir diversos orifícios em uma obra existente e porque nem todos concordam que o afresco de Leonardo ainda esteja ali.
No início do século 16, os líderes de Florença encomendaram a Leonardo, então no auge da carreira, um enorme afresco celebrando a vitória da República de Florença sobre a milanesa em uma batalha ocorrida nas planícies de Anghiari em 29 de junho de 1440. Leonardo, que considerava a guerra uma "loucura bestial", retratou um grupo de cavalos e cavaleiros em uma luta furiosa.
sábado, 3 de março de 2012
Educação

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Governo vai alterar Acordo Ortográfico
O secretário de Estado da Cultura admitiu ontem em entrevista à TVI-24 alterar até 2015 algumas regras do novo Acordo Ortográfico, que já está em vigor nos organismos do Estado desde janeiro deste ano.
Manifestando o seu desacordo com algumas normas, Francisco José Viegas lembrou que "do ponto de vista teórico, a ortografia é uma coisa artificial. Portanto, podemos mudá-la. Até 2015 podemos corrigi-la, temos essa possibilidade e vamos usá-la. Nós temos que aperfeiçoar o que há para aperfeiçoar. Temos três anos para o fazer".
Questionado sobre a polémica decisão de Vasco Graça Moura que ordenou aos serviços internos do Centro Cultural de Belém (CCB) que não apliquem o novo acordo, o responsável pela pasta da cultura começou por lembrar que o presidente do CCB "é uma das pessoas que mais refletiu e se empenhou no combate contra o Acordo Ortográfico" para seguidamente lembrar aqueles que "não têm qualquer intimidade nem com a escrita, nem com a ortografia, terem vindo criticar e pedir sanções".
"Para mim é um não-problema. Os materiais impressos e oficiais do CCB obedecem a uma norma geral que vigora desde 1 de janeiro em todos os organismos sob tutela do Estado. O Vasco Graça Moura, um dos grandes autores da nossa língua, escreverá como lhe apetecer", acrescentou o governante.
"Às vezes quando escrevo como escritor tenho dúvidas e vou fazer uso dessa possibilidade, como todos os portugueses podem fazer uso dessa possibilidade, isto é, a competência que têm para escolher a sua ortografia. Não há uma polícia da língua. Há um acordo que não implica sanções graves para nenhum de nós", rematou Francisco José Viegas.
http://aeiou.expresso.pt/governo-vai-alterar-acordo-ortografico=f708008#ixzz1noEgfVKt
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