quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Ser Humano, Ser Consumista



http://il.youtube.com/watch?v=j10IOAdNyqo

O consumismo, por parte da sociedade, é o ingrediente essencial para o mundo capitalista. Para existir o capitalismo é preciso que exista quem consuma, ou seja, um público consumista. Para que sempre exista uma sociedade consumista, é preciso que haja algo que induza a sociedade a consumir e para isso, criou-se a publicidade ou marketing.
A publicidade ou marketing nada mais é que a propaganda que está presente na vida de toda, ou de uma grande maioria, da sociedade. A propaganda está a cumprir perfeitamente o seu dever que é induzir as pessoas a comprarem certos produtos que em grande percentagem são supérfluos.
Os modos de produção adoptados pelo homem moderno não foram capazes de proporcionar um convívio equilibrado e uma interação saudável sociedade /natureza. A percepção que a sociedade humana sempre teve e ainda traz consigo da natureza é uma visão antropocentrista e de dominação, onde ela reina e comanda sobre tudo e todos. Contudo o modo de produção capitalista, fundamentado na exploração do trabalhador e da natureza, não se apresenta como o modelo de desenvolvimento que busque a sustentabilidade ambiental.A questão ambiental impõe às sociedades uma busca nova e pensar e agir, individual e coletivamente de novos caminhos e modelos de produção de bens para suprir necessidades humanas e relações sociais que não perpetuem tantas desigualdades e exclusão social, e ao mesmo tempo, que garantam a sustentabilidade ecológica (Parâmetros Curriculares Nacional, MEC/98).

Fontes:http://www.webartigos.com/articles/24589/1/Consumo-x-Meio-Ambiente/pagina1.html#ixzz13V9dEntV
http://serconsumista.zip.net/

9 comentários:

anamaia disse...

Antigamente as pessoas consumiam apenas o necessário e o que os seus rendimentos permitiam. Este consumo destinava-se à própria sobrevivência. A definição de conforto era completamente diferente da dos nossos dias. As pessoas eram felizes com o que tinham, pois podiam sobreviver, tinham comer para alimentar os seus corpos e as roupas que necessitavam era em pequena quantidade mas ainda assim suficiente para não andarem nus.

Passada a era da industrialização, os países começaram a adoptar novas formas de produzir. Deixaram de produzir em pequenas quantidades para passarem para a produção em massa. Esta produção exigia um consumo elevado, pois se não houvesse procura suficiente para a oferta, não havia lucro e as empresas ficavam com grandes despesas. Assim, tornou-se necessário que as pessoas comprassem mais.

diogobarreiras disse...

Um dos problemas é o duplo sentido da palavra consumir. Mais estritamente, significa a utilização (e por vezes destruição implícita dum objecto), por exemplo quando comemos uma maçã. No entanto, é usada também no sentido de tomar posse, comprar.

saraantonio disse...

O "consumismo exagerado" é uma das razões para os países do Sul da Europa, entre os quais Portugal, estarem na mira da desconfiança dos investidores e do mercado, defendeu hoje Fernando Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos.

"Há um consumismo exagerado", visível no "número de casas próprias", que é "maior que no Norte da Europa", assim como "o número de carros por família, as férias no estrangeiro, e as refeições em restaurantes", avisou o banqueiro, na conferência do “Diário Económico”.

Para Faria de Oliveira, outro dos problemas é "a poupança baixa em Portugal", que "é vital para o investimento". Por isso, defende o líder da CGD, "é imprescindível incentivá-la".

alexandrepereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
alexandrepereira disse...

Ainda hoje, depois de tudo o que se tem passado, os bancos concedem créditos para tudo e mais alguma coisa! Até os rotos têm direito ao seu crédito, e depois vêm-se queixar. A população não tem educação financeira e os bancos aproveitam-se disso e depois queixam-se! É como o bombeiro que ateia o fogo para depois ir apagá-lo. Este país é de loucos...é mesmo preciso ter fibra para viver em Portugal lol

andreguerrinha disse...

Vivemos numa economia global, e o nosso problema foi não nos termos sabido adaptar a esta realidade.
Quando começaram a chegar resmas de dinheiro da união europeia, os Portugueses "espertalhões" compraram jipes e outros bens tipicos de novo-riquismo enquanto que os povos mais "civilizados" adaptaram-se, investiram e desenvolveram os seus produtos.

diogobarreiras disse...

Todos nós devemos questionar o consumismo e alertar para os perigos do ciclo vicioso consumo desenfreado-geração de lixo-destruição da natureza. A extracção, produção, distribuição, venda e descarte de tudo afecta inúmeras comunidades e países mundo afora, sem que tenhamos consciência sobre o impacto gerado por aquilo que compramos.

Aquecimento global, poluição, toneladas de lixo, exploração de mão de obra barata e de recursos naturais finitos – o consumismo, como uma escravidão em pleno século XXI, é o grande responsável pelas mudanças e destruição da natureza.

saraantonio disse...

Vive-se numa era de fracassos de paradigmas e de desenvolvimento dominante, onde a busca de poder e da forte erradicação da relação de consumo faz com que a sociedade não perceba o mal que esta a causar ao meio ambiente.

Nesta condição, a racionalidade econômica e a busca desenfreada de poder em suas diversas esferas, potencializam uma devastadora ameaça aos ecossistemas naturais. Assim, o tão almejado desenvolvimento económico provoca destruições das condições fundamentais da sustentabilidade, ao passo que os estímulos dos bens de consumo e dos bens naturais provocam catástrofes.

O actual modelo econômico gera um processo de crescimento baseado num consumo desordenado e na estimulação da destruição das condições ecológicas de sobrevivência.

O consumo desenfreado e a falta de racionalidade por parte da humanidade levantam difíceis dificuldades na busca de uma sustentabilidade. Assim, verifica-se que a natureza passa por inúmeros desafios, a comercialização de seus recursos, a falta de preservação da qualidade ambiental, enfim o descaso e a falta de racionalidade humana, além da busca de poder e a dificuldade de um crescimento sustentado.

É preciso que se quebrem paradigmas tanto de cunho individual como coletivo, que a sociedade, o ser humano busque um crescimento sustentável baseado na solidariedade, na racionalidade e principalmente que entenda as diversas formas de poder.

anamaia disse...

Consumir apenas o necessário e evitar a geração de lixo é o mais importante. Recusar sacos de plástico, evitar embalagens desnecessárias e uso de produtos descartáveis é um bom começo. Imagine-se o que acontece com os famosos sacos plásticos de supermercados, que são encontrados aos montes nas ruas e estradas, jogados por pessoas sem informação?
Ao lavar o carro com mangueira, gasta-se, em média, 500 litros de água. Se as pessoas usarem baldes, gastarão um décimo disso.
Aumentar a vida útil dos produtos e materiais também evita a geração de lixo. Escolher produtos com maior durabilidade e evitar o desperdício de recursos, por exemplo, usando os dois lados do papel, vale a pena e ajudamos muito o ambiente.
Estas são algumas atitudes que todos nós devemos ter.